- Fiscais Federais e agentes da Vigilância Sanitária
interditaram no dia 11 de junho, em Araguari, o Centro de Expansão e
Vivência, uma clínica que funcionava de forma clandestina na Avenida
José Messias da Silva, no Bairro do Bosque, oferecendo serviços de
massagem terapêutica, correção da coluna, terapia anti-stress, RPG e
terapia holísitica.
- Os fiscais federais Roberto Sena e Guilherme Diniz
estão em Araguari desde a última sexta-feira (07 de junho) investigando
as denúncias envolvendo a clínica e o possível exercício ilegal da
Medicina por parte de seu proprietário, Armindo da Cunha, que seria
massoterapeuta. Segundo os agentes, esta profissão não é reconhecida no
Brasil. "Fizemos um levantamento para verificar se a clínica
realmente existia e se procediam as denúncias . Depois disso, acionamos a
Vigilância Sanitária para que ela fizesse a operação conjunta com a
nossa fiscalização. Constatamos que o proprietário dessa clínica é
uma pessoa leiga e não pode atuar na área que está atuando",
ressaltou o fiscal federal Roberto Sena.
- Na clínica foram apreendidas dezenas de diplomas de
cursos que não teriam validade para os fins a que se destinam, além de
receituário no qual o "massoterapeuta" prescreveu medicamentos.
"Temos também denúncias de pacientes que sofreram queimaduras em
razão de tratamento inadequado indicado por ele. Isso configura como
exercício ilegal da Medicina", observou ele.
- De acordo com os fiscais, o proprietário da clínica
utilizava documentos irregulares, como uma carteira de terapeuta
holístico, função esta que, segundo eles, não existe. "As pessoas
estão confundido 'Massoterapia' com Fisioterapia e, na verdade, não
existe 'Massoterapia'. Constatamos alguns certificados de cursos na área
de Fisioterapia, todos estes inexistentes. O Conselho Federal de Medicina
deverá tomar algumas medidas em relação ao órgão que emitiram esses
certificados", ressaltou Sena.
- Como não tinha cliente no momento da ação de
fiscalização, foi feito um auto de infração que já foi feito um auto
de infração que já foi encaminhado ao Ministério Público pedindo a
abertura de inquérito policial para apurar as irregularidades e propor as
medidas cabíveis ao caso.
- Segundo Sena, a clínica não tinha autorização
para funcionamento, sequer alvará de licença.
- Conforme os fiscais, esta é a primeira vez que foi
constatada a função de um "massoterapeuta" na região. O
suposto acusado teria uma outra clínica em funcionamento na Rua Rio
Branco, na região central de Uberlândia.
- Armindo da Cunha, que teria informado aos fiscais que
seria delegado do Sinaten - Sindicato Nacional dos Terapeutas Holísticos,
não foi encontrado para dar sua versão sobre os fatos.