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Alunos de fisioterapia fazem protesto contra o Ato Médico

Poços de Caldas, MG - Na tarde de ontem, cerca de 100 pessoas, entre alunos e profissionais de fisioterapia, participaram do manifesto contra o projeto de lei que regulamenta o Ato Médico. De acordo com o delegado do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Reginaldo Marques Evangelista, se regulamentado, o ato restringirá a atuação de diversos profissionais da área de saúde. Procedimentos como o diagnóstico de problemas tratados por fonoaudiólogos e o trabalho desenvolvido por enfermeiros, assistentes sociais e nutricionistas passaria por reformulações.

Evangelista informa que a manifestação ocorreu em apoio ao dia nacional de mobilização contra o projeto, comemorado ontem.

"O ato restringe o poder de escolha do usuário de diversos serviços da área de saúde. São pelo menos 12 segmentos que sofrerão redução em seus direitos de atuação por conta das limitações proposta na lei. Milhares de profissionais serão prejudicados, em todo o país. Não podemos retroceder aceitando que direitos adquiridos há décadas nos sejam retirados, limitando todos os procedimentos aos médicos", disse.

O delegado acredita que o projeto defende interesses corporativos da categoria médica, tornando a prescrição terapêutica exclusiva dos profissionais da medicina e submetendo as carreiras de psicologia, biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fonoaudiologia, nutrição, serviço social, técnicos em radiologia, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

De acordo com o vice-presidente do diretório acadêmico de fisioterapia da PUC/Poços, Diego Freitas, a manifestação pretende conscientizar toda a sociedade de que o ato atrapalhará o desempenho de várias categorias.

"Não podemos aceitar que a liberdade de profissionais liberais seja restringida. Nós estudantes devemos lutar por nossos direitos como futuros profissionais", disse.

O projeto de lei (PLS 25/ 2002) que regulamenta o Ato Médico encontra-se na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal desde dezembro do ano passado. Em cerca de 15 dias, sua regulamentação será julgada. Se aprovada, sua implantação dependerá do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  

  Matéria retirada do Jornal Mantiqueira de Poços de Caldas

 

 

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Última modificação: setembro 22, 2004